Magnoliophyta
Verde, amarelo, azul e branco
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Deixar o olhar descansar nesses trechos da mata atlântica no equinócio de outono é um tanto hipnotizante.
Duas espécies nativas, a Quaresmeira e o Pau-cigarra (Tibouchina granulosa e Senna multijuga), dominam a paisagem com suas exuberantes florações de cores quase complementares e que ocorrem simultaneamente nessa época. Para completar, há também as Embaúbas (Cecropia sp.) cujas folhas, mesmo sendo verdes, refletem a luz fazendo parecer serem da cor de prata. Verde, amarelo, azul e branco!


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Margarida bicolor: Coreopsis tinctoria
Esta aí chama-se Coreopsis tinctoria (e também Calliopsis, dentre outros), uma Asteraceae relativamente alta (mais de 50 cm) que embeleza o jardim com cores bem vivas: são inúmeras margaridas pequenas e bicolor.
Café (Coffea canephora)
Cacho de rosas
Para não ficar só na imaginação, é só olhar as fotos.

Ametista – Plectranthus
Caesalpinia ferrea, o Pau-ferro e as estações (plantas decíduas)





Stereopsis: 3D de 3 formas
Aphelandra squarrosa e sua espiga amarelo-ouro
A família Acanthaceae abriga muitos gêneros de grande valor ornamental. Por isso é difícil encontrar canteiros que não tenham algum de seus representantes cumprindo a tarefa de tornar os ambientes mais coloridos e alegres.
A inflorescência da Aphelandra squarrosa é em espiga, em geral amarela, e dura um bom tempo. Forma-se na primavera/verão. Segue um padrão de brácteas e flores com uma estrutura que lembra a da Fittonia (outra Acanthaceae), porém bem mais robusta.
É planta nativa do Brasil, de meia-sombra, que tem suas folhas queimadas se exposta ao período de maior insolação. O exemplar das fotos é a variedade louisae Van Houtt, que tem menor estatura (até 30 cm, contra os até 90 da comum).
Gerou duas florações seguidas e algumas propagações por estaquia estão prosperando, mas, como a planta mãe, muito lentamente.
Esta planta foi várias vezes a responsável por encontrar colibris a sua procura por aqui.
Links externos: Acanthaceae
Floração da Callisia
Soa estranho, bem sei, mas a diversidade do reino Plantae parece mesmo não ter fim. E a Callisia, que já estava por aqui bem antes, surgiu também como a resposta natural para essa pergunta.
Quando tentei espalhar alguns ramos de Callisia sobre o cimentado, não acreditava realmente que aquilo poderia se tornar uma forração. Foi uma tentativa sem pesquisa prévia e o resultado… surpreendente!
A Callisia é uma Commelinaceae, de onde herda características rústicas que lhe conferem a capacidade de prosperar em ambientes adversos. Há uma espécie conhecida popularmente também por dinheiro-em-penca, embora esse nome seja empregado em outros gêneros também. Tenho aqui uma variedade bem verde (caule e folhas verde limão) e outra mais escura, com pigmentos arroxeados pelas folhas e que tomam quase todo o ramo. Ambas fazem agora o papel de forração, diretamente sobre o cimentado, portanto, sem substrato algum.
O meu novo “gramado” ficou repleto de pequenas flores no início do inverno. São diminutas, translúcidas com alguns tons amarelos e uma espécie de penugem. Surgem em grande número, praticamente uma flor em cada folha.
A forração não se presta a pisoteio, mas pode ser uma boa opção para um terraço verde.
Congea
As flores talvez estejam um pouco adiantadas, já que ainda é início de inverno. Ainda precisará correr algum tempo para que observe melhor as suas características.
A Congea tomentosa tem uma pequena flor. Um grupo de flores é envolto por três grandes brácteas e estas mudam de cor com o tempo. Elas são muito duráveis, fazendo parecer que as flores permanecem abertas por longo tempo.
Final de Outono
Em seu adeus, o fim do outono ainda deixou
A cor, que ludibria a câmera
Duas jóias escondidas
E a gestação.
A alegria dos rebentos
E a lágrima.
A simples e bela
O permufe suave
A folha, lilás e branca
E as pequenas graciosas
A folha vermelha
A flor da flor
Venerando o Sol
E o voo…
Quase azul
Mas o nome Cineraria deu lugar ao de Pericallis, devido aos constantes avanços envolvendo a filogenia.
As belas cores vivas dessa floração são de um Pericallis x hybrida. Essa apresenta-se como um “quase” azul que, sob luz artificial, tende ao puro azul.
O tempo e a flor
Ou seria uma flor e três momentos?
O tempo conduz.
Traz.
E leva…
O primeiro dia do mês, a Calendula
Calendula officinalis é um digno representante de Asteraceae que, como margaridas e girassóis, guarda a lembrança do sol em sua forma.
Plantas de sol pleno, a mímica até parece a maneira que têm de dizer o quanto dele necessitam.
Fases:
Abertura de flores – Antese
As flores são de:
0:04 – Mirabilis jalapa (lilás; maravilha, bonina, bela-noite)
0:30 – Mirabilis jalapa (branca)
0:50 – Calliandra tweedii (vídeo reverso; esponjinha, mandararé)
1:04 – Calliandra tweedii (vídeo normal)
1:38, 1:45, 1:52, 2:10 e 2:22 – Turnera sp.
1:43 e 1:48 – Calliandra surinamensis
2:01, 2:20 e 2:23 – Lilium ‘Orange Pixie’ (lírio)
2:26 – Hippeastrum ‘Coral’ (açucena, flora-da-imperatriz)
2:50 – Amaryllidaceae (Crinum?)
2:57 até o final – Fruto, semente, germinação, desenvolvimento e fase adulta do Hippeastrum ‘Coral’
Observações:
0:24 a 0:30 – Mirabilis: maturação e liberação do pólen (deiscência das anteras)
0:40 a 0:42 – idem
0:44 a 0:46 – Mirabilis: polinização. Vemos vários grãos de pólen no estigma (peça mais a direita)
0:46 a 0:50 – Mirabilis: polinização. Um grão de pólen alcançou o estigma
3:00 a 3:04 – Hippeastrum: rompimento e liberação das sementes aladas que serão levadas pelo vento (anemocoria)
Cores da alvorada
De lá para cá, seis longos meses se passaram.
O delicado trabalho de construção de cada flor parece nos dizer do zelo que desfrutam as futuras gerações.
Esta parece estar acordando já pintada com as luzes das alvoradas.
Impatiens – variedades
Espero que logo possam fazer parte desse cenário.