Pares ou sequências de imagens distintas (stereo images) são a base da visão tridimensional. Abaixo, três técnicas diferentes foram utilizadas para apresentar essas imagens e obter o efeito de profundidade.
Hylocereus undatus é o nome do cactus que gera as enormes flores e cujo fruto é conhecido por pitaya.
Muito tempo de preparação, uma noite de duração: assim é a rainha-da-noite, a flor de suave perfume que empresta sua nobreza a todas as demais flores.
O convite especial dessa noite foi para ver o espetáculo da abertura dessas flores incomuns. Irrecusável. E não só pela flor, mas também pelo acolhimento.
A ante-sala com algumas orquídeas faz a transição dos ambientes da casa para o jardim parecer não existir. Abre-se a última porta e descortina-se um imponente Hylocereus onde conta-se para mais de dez flores em plena antese. A seus pés, um pequeno lago, com avencas e bromélias adornando toda a cena. E eu não estou contando tudo.
As fotos a seguir usam duas técnicas que possibilitam a visualização da imagem com o efeito 3D: Anaglyph e crosseye (este último é um termo usado, porém pouco formal).
Para ver o efeito em fotos Anaglyph você terá que ter em mãos um óculos vermelho/ciano (red/cyan), daqueles que outrora foram adotados em alguns filmes-3D. Esta técnica é conhecida por não representar fielmente as cores da imagem, mas o efeito não requer esforço do leitor e se mostra como algo que “salta a tela”.
Já o efeito 3D conseguido por meio da técnica crosseye não depende de equipamento e sim de algum treino para “misturar” as duas imagens apresentadas apenas através da convergência dos olhos. Gasta-se algum tempo, mas o efeito é compensador. A as cores são fiéis e a imagem se mostra com maior qualidade.
Um vaso, pedras e alguns dias seguidos de chuva. O que se pode esperar disso?
Água flutuando sobre água? E não é milagre…
Água flutuando sobre vida. Faz lembrar China Roses.
Água para matar a sede do verde. Para chegar aqui, os viajantes percorreram grandes distâncias, até de forma mudaram. Há poucas dezenas de pequenos mundos de um 1-2 milímetros.
Agora observe bem… se contar os minúsculos mundos, há centenas, talvez milhares.
E dois reluzem como estrelas amarelas. Parece mentira?
“O rio lilás segue seu leito entre florestas globulares“. Parece verdade?
Quando o céu se torna novamente azul, logo após algumas chuvas, a cápsula que forjou as sementes de uma nova geração de açucenas começa a romper-se.
Em seu interior, começam a ser reveladas, aos poucos, fileiras de negras sementes empilhadas. Há uma pilha em cada um dos três compartimentos que, bem no início, era o que sustentava suas pétalas. Talvez você também nunca tenha visto sementes de açucena, mas como o momento é único, isso pouco importa.
Afinal, quem não quedará impressionado com sementes aladas?
Aladas sim! Assim são chamadas os tipos de sementes que desenvolveram membranas que recobrem a leve e frágil semente em si, agindo como asas.
E o vento semeará novas açucenas.
A terra integra-se com a água e o ar, conspirando para a vida.
Desde a brotação do bulbo, contamos aqui quarenta e cinco dias.
O Hippeastrum erigiu a haste floral nua (sem folhas) em trinta e dois dias, quando então duas flores abriram. A fase-flor persistiu por volta de cinco dias. E uma semana depois…
E então surgem a primeira folha e também um segundo pendão.
Enquanto isso, o fruto continua seu desenvolvimento.
E o fruto agora está perto de entregar ao mundo a parte que lhe é mais cara, aquela que gerou e protegeu com tanto zelo durante trinta dias.
Essas pequenas e delicadas obras de arte vão surgindo formando anéis. Ao final, numerosas flores enfeitam a planta lembrando as luzes de uma árvore-de-natal.
Há quem considere que observar uma flor permite-nos trafegar entre o mundo da forma e o da essência. O vislumbre do belo como ponte para percepção do mais elevado (*).
Se assim for, algo semelhante poderia ser escrito para as folhas do Coleus…
Sua folhagem veste-se com um veludo de tonalidades e recortes, tantos e tão majestosos que olhar que aí passeia faz a mente esquecer-se que não são flores. E trafegamos por aquela mesma ponte.
Não são flores. Nem veludo tampouco. Do lado de cá da ponte, o mundo das formas conta uma verdade que nos parece bem menos convincente.